2014 – recordações, momentos e conquistas.

Eu demorei um pouco para perceber que o ano está chegando ao fim. Evitei olhar o calendário, me mantive ocupada com o trabalho, esticando a ideia que ainda teria mais tempo para “resolver aqueles pequenos assuntos pendentes” antes que o ano se findasse. Mas estava enganada, claro. Subestimei demais a pressa do tempo. As semanas saltaram e aqui estamos contando os dias para o Natal, nos despedindo dos dozes meses de 2014, criando posts sobre as conquistas alcançadas, as promessas cumpridas, e obviamente montando novas listas para o ano que se aproxima.
Tenho a sensação que pulei algumas casas, porque perdi alguns dias nessa contagem e estou meio sem entender como foi possível 2014 correr de tal forma que poucas são as memórias que dei importância.
É sobre esse pequeno (e desorganizado) museu particular que se trata o post de hoje. Quero abrir um leque de recordações e dividir com vocês todos os momentos que, de alguma forma, contribuíram significativamente para a pessoa que escreve agora.

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Foi um ano particularmente ímpar para mim, descobri novas formas de lidar com o ser humano, mas até me acostumar com a ideia, processá-la para aí sim escrevê-la, me perdi num ponto ou outro. Entretanto, diante de minha coleção de memórias (escolhidas a dedo), entendi que os dias perdidos com trabalho demasiado, um cansaço absurdo ou até mesmo chateada com qualquer bobagem, não fizeram falta em meu somatório final; notei a insignificância desses dias perdidos em relação ao ano, uma década, uma vida inteira. Não vejo necessidade de todos os meus dias serem de completo e puro ensinamento e produtividade, tenho o direito de ser inútil ou fútil quando tenho vontade, sem pretensão alguma de enriquecimento pessoal. Falei sobre isso em outro post, alguns meses atrás. Eu parei de me obrigar a dar funcionalidade a todas as sensações, sentimentos, ideias, conceitos e planos futuros. Aprendi a lidar, sem pressa, com as mudanças e suas consequências. Todas as maravilhas alcançadas surgiram no instante exato – nem antes, nem depois –, não perdi nenhuma música, nem aquele trecho importantíssimo de algum filme. Também falei, em outro post, sobre a sensação de sempre chegar atrasada nas grandes festas da minha própria vida – e não se tratava apenas de casos esporádicos, era sim uma certeza que eu sempre chegaria atrasada em tudo, como um transeunte que não vê o acidente de carro.

frase1E confesso, foi um trabalho árduo me acostumar com o fluxo das ondas, o vai e vem, sem me jogar em meio ao oceano e nadar por contra própria, sempre lutando contra a fúria das águas. Às vezes, relaxar e deixar que os caminhos se cruzem, é sim uma boa escolha. Claro que não quero dizer que devemos parar de tentar e esperar que tudo aconteça – não é bem isso. Só acredito que devemos trabalhar até certo ponto, dali em diante é mais questão de torcer e esperar o resultado. Devemos aprender a lutar pelo que desejamos e aguardar que tudo se realize no momento em que estejamos preparados para as vitórias.

  • Eu iniciei novos trabalhos – como educadora e escritora;
  • Fiz a primeira viagem internacional com o meu marido (e é muito bom viajar com nosso próprio dinheiro);
  • ABM_1419253440Adotamos uma nova filhote;
  • Melhoramos nossa saúde através de dieta e atividades físicas;
  • Ganhamos novos amigos, perdemos alguns;
  • Aprendemos novas formas de amar;

O ano acabou (praticamente) e o que restou, tudo que ficou guardado dentro de mim, servirá como base para os próximos meses que se aproximam, os novos desafios, as consequências positivas das escolhas realizadas hoje, aqui em 2014. Sei que ainda conversaremos muito mais sobre essas mudanças, conquistas, derrotas, ensinamentos… Mas vamos deixar para um outro momento, já prolonguei demais este post.
Ainda não vou desejar um Feliz Natal e Próspero Ano Novo, sei que até lá ainda escreverei um pouco mais. Então, que venha o fim de dezembro!

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Faah Bastos
Resido na casa de Escorpião, 29 fucking anos. Eu não tenho um blog. Eu escrevo em um cafofo virtual. Selfie é uma forma de contar as rugas – eu amo! Escrevo aqui porque ficar calada nunca foi meu forte.
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6 comentários em “2014 – recordações, momentos e conquistas.

  1. Esse ano pra mim foi um ano de extremos, sabe. Ele foi pesado, leve, longo e rápido demais. Aconteceu muita coisa na minha vida, mas nesses dias eu estou apenas agradecendo pelo que aconteceu de bom, lembrando das memórias boas e aprendendo com erros e esquecendo o que houve de ruim. Apesar de arranhões, continuamos aqui, em pé, prontas para outra. Porque te tanto apanhar, aprendemos a bater. Que as vitórias desse ano sejam multiplicadas no próximo, até que chegue um natal em que nós não tenhamos mais a capacidade de descrever o tamanho da nossa gratidão. Eu fico muito feliz por ter conhecido você, Faah. Pela sua amizade incrível, sua presença que mesmo de longe é forte e bem vinda. Espero que ela dure ainda mais e que eu possa te desejar feliz natal, feliz aniversário, feliz aniversário de casamento, feliz tudo pra você todos os anos. Parabéns, Faah, por ser quem é.

    Feliz natal e obrigada! <3

    1. Algumas vezes aprendemos a bater mesmo depois de tantas porradas, é quase como “sei me posicionar quanto à ataques futuros”.
      2014 foi mais proveitoso do que imaginei que seria, e confesso que dá um certo frio na barriga porque lá vem mais um, ainda nem me recuperei deste… kkkkkkkk
      Eu fico imensamente feliz por ter te conhecido, mesmo que numa situação nada boa. Passei a acreditar que mesmo quando estamos estressadas, magoadas com certas atitudes e situações, podemos tirar bons frutos, e você acabou sendo um desses.
      Que venha mais um ano, por favor!

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