#8M2019

Uma sociedade que disponibiliza espaço para dicotomias vazias quer usar do silêncio, da violência e do medo para deslegitimar a existência da mulher como sujeito político e nos manter como o segundo sexo, O OUTRO. Pensar no papel da mulher dentro dessa sociedade é perceber as tentativas arbitrárias e arcaicas do patriarcado em nos descentralizar, desvirtuar nossas lutas e reduzir o impacto de nossas vitórias. É preciso descolonizar o pensamento machista, ensinar sobre oS feminismoS e nossas armas de resistência e a importância do nosso lugar de fala. 

Hoje, precisamos compreender a importância de quebrar essa universalização da categoria mulher — somos tantas, não faremos parte de um estereótipo do que esperam que sejamos — e dar lugar aos debates acerca as várias possibilidades de SER MULHER — valorizar as intersecções. 

Eu sou mulher e milito pela visibilidade do feminismo plural, pela continuidade do meu direito de fala, minha posição social e política dentro da sociedade. Eu milito porque sou fruto de uma mulher que resistiu através das tragédias e me deu a graça da vida. Eu milito porque mesmo sendo mulher ainda fui privilegiada dentro de um sistema opressor. Eu milito por tantas outras que não tiveram a chance de serem ouvidas. 

Não há nada de feliz em nosso dia, amigas. Não há nada de rosa em nossa história. Mas há muita luta, muitas mulheres bruxas, putas, negras, escravas, sufragistas… Muitas que resistiram e nos ensinaram a jamais abaixar a cabeça. 

Eu sempre serei RESISTÊNCIA. 

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Faah Bastos
Resido na casa de Escorpião, 29 fucking anos. Eu não tenho um blog. Eu escrevo em um cafofo virtual. Selfie é uma forma de contar as rugas – eu amo! Escrevo aqui porque ficar calada nunca foi meu forte.
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