É quase como um “me desculpe pelo atraso”.

O blog completou um mês sem post novo, e eu sei o quanto isso acaba sendo ruim para mim em questão de tentar aumentar meu público. Eu poderia achar uma ou duas desculpas louváveis, – meu trabalho corrido, faculdade nova, questões pessoais, desânimo –, mas nada seria capaz de me impedir caso eu estivesse mais motivada, se levasse tudo isto aqui a sério como outras blogueiras. É claro que ainda posso alegar em minha defesa que blogar é uma forma de esvaziar, e só o faço quando me sinto pesada ou disposta a dividir com o mundo algo unicamente meu, fora isso não haveria razão para escrever. Eu não sei… Não sei se estou certa. Ainda não sentei para pensar no motivo de meus atrasos ou descuido. É como se “não estou buscando nada a mais do que tenho e estou bem com tudo isso”, mesmo que seria incrível ter um blog famoso. Mas cá entre nós, não levo muito jeito para nada disso. Kkkkkk

A verdade, minhas caras, é que o tempo seguiu seu rumo e eu apenas permiti deixar tudo assim. Não houve nenhuma imensa mudança em minha rotina, não ganhei uma quantia absurda de dinheiro (o que seria realmente bom), não fiz uma nova tattoo, nem planejei uma nova viagem. Tudo anda muito comum. Sabe, nenhuma desaceleração ou o contrário, o tempo só permaneceu cumprindo o seu papel de somar horas, formas dias, se tornar semanas e acumular meses. Atualizar o blog meio que ficou beirando o último item de uma lista exaustiva de obrigações. E eu odeio fazer qualquer coisa por mera obrigação. Sempre uso a desculpa do “estou velha, não me obrigo mais a nada”, e acho que há certa lógica em tudo isto.

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Eu ando curtindo a pequena pausa de férias antes de iniciar o segundo semestre (meio que entrar na reta final do ano). Tenho encontrado motivação apenas para juntar histórias, sentimentos e resoluções. Nada muito específico. Em contrapartida, tenho amado bastante. Chegamos a marca dos quase oito anos e estamos vivenciando um amadurecimento significativo no amor, e eu nem sabia que ainda havia tanto a crescer. O bom é que crescemos, nos fortalecemos e bem acho que estamos prontos para começar a contagem regressiva para os dez anos.

Que louco, não é? Antes eu achava que o tempo não era capaz de interferir no sentimento, mas interfere, sabe? Mudamos bastante, por sorte o amor também e de forma positiva. Estamos somando realidades, necessidades e novos sonhos e metas. Tropeçamos algumas vezes, claro; entretanto, nenhuma queda fora capaz de quebrar, despedaçar, modificar de forma negativa o nosso amor. Ainda mantemos a membrana impermeável protegendo o sentimento que tanto temos orgulho.

No trabalho… Bem, as coisas não saíram como planejei. Eu dei muito de mim e o retorno não foi o que eu estava buscando. Sofri com alguns alunos incapazes de assumir suas responsabilidades, os extremistas religiosos e pais alienados ao processo educacional que acham ser capazes de opinar no trabalho alheio quando não possuem graduação na área. Mas deixemos as partes ruins de fora, não as quero mais dentro de mim. Jamais quis! Foi um começo de ano conturbado, complexo. Momentos maravilhosos foram muitos, me redescobri (vejam só que maravilha!) e fui redescoberta.

Ainda há tanto a ser feito nos próximos seis meses… Estou trabalhando a minha mente para abdicar do cansaço e seguir em frente. Não é fácil, mas talvez eu consiga.

Pelo que perceberam até agora, não se trata de um post literário, nem sobre algum produto. É apenas uma conversa, uma carta para uma amiga distante.

Tenho algumas ideias importantes rodeando minha cabeça. Preciso me decidir sobre tantas outras, mas aos poucos tudo vai ganhando vida e é isso o que, no final, realmente importa.

Bem, vou ficando por aqui. São quase duas da manhã e me atrevo a escrever este post como um “me desculpe por todo o atraso”. Eu não irei prometer nada desta vez, cansei de quebrar promessas. O saldo negativo fica para mim e isso me deixa estranha, é quase como “mais uma coisa que deixei pela metade”, estou cansada de metades. Estou tentando me esforçar mais, encontrar um novo caminho e seguir, se eu contar com a paciência de vocês, bem, seria muito mais fácil.

Até, minhas adoráveis!

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Faah Bastos
trintona, escritora nas horas tortas, estudante de Psicologia, professora e louca por bichos!🌟
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