Buscando o que me representa.

A quem interessar possa, aos que acompanham meus posts, os tweets quase sempre sem nenhum caráter político, aos transeuntes esporádicos e aos que aqui residem sempre que há algo de novo:

Estou passando por uma fase um tanto morna ao falar em literatura. Ando rabiscando dia sim, dia não, algumas ideias para o próximo romance – aquela fase um tanto chata, aonde tento descobrir ou dá significado para os personagens que pensei. Nada de grandioso deve ser esperado, vou logo confessando. Estou apenas dando uma pequena oportunidade para o que vem por aí. É mais uma fase estranha, subjetivamente estranha. Não ando gostando da abordagem ofertada pela minha atual editora ao meu mais recente livro. Não estou interessada em fazer da minha obra algo tão caro que impossibilitará muitas pessoas de adquirir. Estou pensando (uma guerra pessoal extremamente cansativa) se abdico de toda essa trabalheira burocrática e lanço ao mundo minhas palavras sem freios, rótulos, diagramações estereotipadas e preços abusivos.

Não negarei que sempre tive a vontade de ver uma das minhas obras ocupando um pequeno espaço em qualquer prateleira em uma livraria. Por algum (ou alguns) motivo (s) isso ainda não aconteceu; e devo dizer que convivi com pessoas que acreditavam que um verdadeiro escritor precisava conquistar seu espaço em uma livraria, sem isto seria apenas um autorzinho qualquer sempre buscando seu lugar ao sol. Mas hoje tudo mudou – ou boa parte desse pensamento. Não espero ser reconhecida pela massa, mas lida por pessoas verdadeiras que buscam na literatura algum refúgio. Não quero precisar bater de frente com capistas que insistem em dizer “sua capa precisa ser vendável, mesmo que não combine com seu estilo”, logo, se minha obra for para uma prateleira e não ter resquícios de minha personalidade, o que, realmente, eu terei escrito? Há quem diga que escrever um livro não é adicionar suas particularidades, eu discordo. Para mim é um ato tão íntimo que necessito colocar nas linhas quase tudo que habita em mim, longe disso, seria uma fraude.

Ainda não decidi o que farei, não estou acostumada a apressar nada. Tudo acontecerá no momento ideal. Talvez eu libere alguns capítulos para uma modéstia degustação e ficarei aguardando o feedback, ou quem sabe, minha nova obra seja totalmente gratuita, porque se estou disposta a tratar a escrita como uma realização, dar valor monetário irreal não seria a minha melhor escolha.

Eu entendo que você talvez não compreenda o meu ponto de vista e até mesmo me critique por alimentar essa discursão. Mas estou aqui para agradar unicamente a mim, proporcionar uma passagem completa e segura, despertar o que me dá prazer, não o contrário. E claro, sem querer ser grosseira. Só acho que sonhos e conquistas não precisam da aprovação prévia de terceiros. Estou apenas buscando aquilo que me representa.

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Faah Bastos
trintona, escritora nas horas tortas, estudante de Psicologia, professora e louca por bichos!🌟
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3 comentários em “Buscando o que me representa.

  1. Eu não entendo dessa burocracia e nem das complicações que deve ser publicar um livro. Principalmente no Brasil. Só sei que me deixa extremamente chateada toda essa situação. Eu que te acompanho por um tempinho, tenho a honra de ter um livro seu na estante e uma honra maior de ter lido seu novo livro (e aliás, me apaixonei loucamente e até hoje, eu juro, lembro do livro ao ouvir as músicas que ouvi quando lia naquela tarde. que saudade, viu? vou até reler, sem dúvidas é meu livro preferido). E enfim, é meu também o desejo de ver seus livros em livrarias, com pessoas comprando e se deliciando e chorando da mesma maneira que eu senti lendo seu livro. Te desejo forças pra continuar com esse teu trabalho lindo e toda a sabedoria pra agir da maneira correta em relação ao teu futuro literário. Torço por ti.

  2. Faah,
    certa vez conversei com um editor de uma editora de livros digitais. Pelo o que ele me falou, as coisas são muito mais tranquilas para a publicação, ainda que o livro saia apenas em e-book.
    Você já pensou nesta possibilidade?
    Tenho o contato dele no meu facebook. Caso você queira tentar, me avise.

    Um beijo,

    1. Eu consegui convencer a minha editora a abaixar o valor do livro. Não quero desonestidade, sabe? Eu quero que o livro chegue ao público sem que valores absurdos dominem essa relação.
      Depois de muita conversa, conseguimos entrar em um acordo. Sairá nas duas versões.
      Agradeço a atenção, o carinho e a dica.
      Beijos!!

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