#poesia, #slide, #work

Ruminar

29 de junho de 2018

As primeiras horas do dia rompem as nuances sombrias de tua barba –
Sinais de descontrole, paixão e fúria.
Caminhos seguros.
Meus dedos resvalam as ondas corpóreas de nós dois.
Transição.
Corpo.
Sexo.
Os lábios maltratados do sono se estendem na comissura de tua boca –
Tropeço;
Bebo;
Embriago-me.
Laços de anos equilibram a memória.
Perco-me nos declives de teu pescoço e venço o mundo.
O ruminar de sons, eclipse, loucuras.
Pálpebras que se cerram.
Escuridão.
Tortura.
A entrega serpenteia os olhos.
Dois corpos.
Tua barba em meu colo, ventre…
Sorrisos.
Emudecemos.
O instante se dobra e não há mais murmúrios.
Silêncio.

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