Sobre a Amizade e o Amor

As amizades se manifestam como uma das possíveis variantes do amor; uma instituição matrimonial. E assim como se espera dos relacionamentos ao longo do tempo — as erosões, os acidentes emocionais, as quedas inesperadas das sensações, o acúmulo, as incertezas, inquietações e fracassos— se deterioram e chegam ao fim. É amor sem sexo, sem a pretensão de consumir o corpo do outro. Pode-se ainda ir além, e, determinar que a amizade se configura em diferença do amor pela ausência da pulsão sexual.
De fato, há uma disponibilidade favorável de semelhanças do que diferenças: ambos são marcados pela admiração, cumplicidade, proteção, defesa, possessividade. E neste ponto, ganho o direito de alegar que somos suscetíveis a confundir amizade com amor.
Há, sem sombra de dúvidas, rupturas evidentes que os separam, e são de imensa importância se queremos cultivar a sanidade emocional. Assim como o amor, podemos esbarrar com amizades benéficas, alimentadas pela positividade, a busca incansável pelo melhor do outro; como também, as nocivas, corrosivas, doentias e incapazes de salvar o outro (porque afogar o dito amado proporciona algum prazer para a mente calculista); Algumas são firmadas pelo tempo, outras se rompem com a brisa mais suave.

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Faah Bastos
Resido na casa de Escorpião, 29 fucking anos. Eu não tenho um blog. Eu escrevo em um cafofo virtual. Selfie é uma forma de contar as rugas – eu amo! Escrevo aqui porque ficar calada nunca foi meu forte.
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