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Uma olhada em “SOL EM MINHA NOITE”

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“Sol em minha noite” é uma obra destinada ao público jovem, passada em uma cidade fictícia do interior do estado do Rio Grande do Sul. Uma escrita diferente com frases de impacto do começo ao fim, traz uma nova ótica sobre a morte e o amor, e como ambos podem ter uma relação de interdependência e interação. Após a morte do pai em um acidente, Helena, de 17 anos, se vê abalada e incapaz de seguir adiante, a relação com sua mãe e irmã, cada vez mais se distancia, criando uma barreira entre elas.

“O cheiro de morte emanava das copas das árvores que se uniam cada vez mais, como se tentassem esconder o sol dos meus olhos. Eu tinha medo de encontrar a luz, com receio de tornar-me cinzas largadas sobre o musgo de alguma rocha próxima ao riacho, permitindo que o vento levasse o que restara de mim para longe. Sentia-me mergulhar em uma vida sem saídas ou opções, perdida em um labirinto obscuro. Eu não suportava a perda do meu pai, muito menos a minha mudança, sendo apenas noite, sem dia, sem um luar que provocasse inspiração para poetas. Eu estava sozinha, enfrentando o correr das horas que se assimila com o bater das asas de uma andorinha que vagava por entre mil possíveis céus imaginários segregados a um coração aflito, que apenas pulsava por obrigação corpórea de um sistema que ainda lutava para viver”. Cap. 1, pg. 1.

Entre as obrigações escolares, encontra um refúgio na cabana ao lado de um riacho, que frequentava com seu pai quando era pequena, e por influência da psicóloga do colégio, começa a escrever cartas contando as suas dores, seus medos e aflições, e resolve deixá-las em um dos cômodos da cabana. Mas para sua surpresa, misteriosamente as cartas desaparecem e no lugar é deixado um bilhete escrito às pressas informando que ela passara a ter um correspondente, é quando inicia a sua relação com Orfeu, o rapaz que assina as cartas. O tempo passa, mas o sentimento de vazio, de dor, continua a dominar os pensamentos de Helena, que quase morre afogada, mas é salva por um misterioso rapaz, Rafael, de 19 anos, que se mudara pouco tempo para Santa Rosa, em busca do seu passado. Helena acredita que Rafael se tornou seu anjo, o sol que estava disposto a brilhar em sua noite, preservando a escuridão nela, mas encontrando beleza na ausência de luz.

Contudo, Daniel, seu melhor amigo com quem ela teve um relacionamento de poucos beijos, mostra-se contrário a paixão que nasce entre Rafael e Helena, demonstrando que ao repúdio pelo jovem rapaz vai além do seu interesse por Helena, que se sente perdida entre os dois e ainda as cartas de Orfeu.

Nesse cenário, Helena descobrirá que a linha que separa Rafael e Daniel, na verdade os une de uma forma violenta, ao passo em que reflete sobre seu comportamento, percebendo que não poderia continuar alimentando o egoísmo em achar que somente ela era capaz de sentir a perda de um pai, e advém lutar para salvar a relação com sua mãe, encontrando na dor um laço que ligará toda uma família.

“Eu queria controlar o surgimento de novas lágrimas, mas não conseguia; elas brotavam uma após a outra, como suicidas se espargindo de um céu particular, ou por terem passado tanto tempo aprisionados em alguma nuvem naquele céu nublado, tiveram a brilhante ideia de se lançarem para a vida, mesmo que isso, aos olhos de mortais, simbolizasse a morte; assim, abriam suas asas poéticas, formadas por retalhos dos restos da alma e do coração danificado pelo mundo, e ganhavam coragem para bebericar do bálsamo do céu, da sensação em voar, mesmo quando o corpo tendia a queda. Eu estava acostumada a morrer dentro de mim, para compreender o sentido da vida. Contudo, havia chegado o momento de não mais permitir morte em meus olhos, pois meu coração ansiava loucamente por renascer em cada beijo à minha espera nos lábios de quem eu amava, pois chegara ao fim – ou lutaria para ver esse fim – os meus dias de solidão fúnebre, dos meus choros escondidos e abafados ao travesseiro, visando não perturbar o mundo a minha volta com meus lamúrios de menina frágil. Eu estava cansada de ser coragem por fora, e tristeza eterna por dentro, e se a única forma de me libertar por inteira era amando, então que eu fosse completamente feita de amor para todo o sempre – enquanto durar”. Cap. 21, pg. 364.

“Sol em minha Noite” se apresenta como um romance digno de lágrimas, sorrisos e reflexões, com doses torrenciais de poesia, mesclando amor, morte, recomeço dentro de cada coração; unindo o dia e a noite em um só existir.

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Faah Bastos
Resido na casa de Escorpião, 29 fucking anos. Eu não tenho um blog. Eu escrevo em um cafofo virtual. Selfie é uma forma de contar as rugas – eu amo! Escrevo aqui porque ficar calada nunca foi meu forte.
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2 comentários em “Uma olhada em “SOL EM MINHA NOITE”

  1. eu concerteza irei comprar esse livro,parabéns,você tem muita sabedoria pra lidar com as palavras,te desejo toda a sorte do mundo nessa nova etapa,e que seu livro seja um sucesso,beijo!

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